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Como instalar SQLite no Windows, macOS e Linux

Passo a passo para instalar o SQLite no Windows, macOS e Linux: baixar a ferramenta de linha de comando, configurar o PATH e conferir se está tudo funcionando.

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O SQLite provavelmente já está no seu computador

Antes de sair instalando coisa, dá uma conferida no que você já tem. O SQLite vem de fábrica no macOS, na maioria das distribuições Linux e dentro de um monte de aplicativo que você usa todo dia. Abre um terminal e roda:

sqlite3 --version

Se aparecer algo como 3.43.2 2023-10-10 ..., está tudo certo — pode pular direto para a seção de verificação no final desta página. Se você ver command not found ou uma versão mais antiga que a 3.35, continue lendo. Vamos passar por Windows, macOS e Linux, nessa ordem.

O que você vai instalar é a ferramenta de linha de comando sqlite3. A biblioteca que os programas linkam é um pacote separado, mas a maioria dos instaladores já traz os dois juntos.

Como instalar SQLite no Windows e adicionar ao PATH

O Windows não vem com o SQLite de fábrica, e também não existe um instalador tradicional — o SQLite é distribuído como um zip pequeno com os executáveis, que você coloca onde preferir.

  1. Acesse sqlite.org/download.html.
  2. Na seção Precompiled Binaries for Windows, baixe o arquivo com nome sqlite-tools-win-x64-*.zip.
  3. Extraia o conteúdo em uma pasta. C:\sqlite é uma escolha bem comum.
  4. Adicione essa pasta ao seu PATH para conseguir executar o sqlite3 de qualquer diretório.

Para adicionar ao PATH: abra o menu Iniciar, pesquise por "variáveis de ambiente", clique em Editar as variáveis de ambiente do sistema e depois em Variáveis de Ambiente..., localize a variável Path em variáveis do usuário, clique em Editar e adicione C:\sqlite como uma nova entrada.

Abra uma nova janela do terminal (as alterações no PATH não valem para terminais que já estavam abertos) e confira:

sqlite3 --version

Você deve ver a string com a versão. Se aparecer 'sqlite3' is not recognized, é porque a pasta não está no PATH ou o novo terminal ainda não pegou a mudança.

macOS: use o Homebrew para ter a versão mais recente

O macOS já vem com o sqlite3 instalado, mas a versão do sistema costuma estar um ou dois anos atrás da oficial. Para seguir tutoriais e usar no dia a dia, está de bom tamanho. Agora, se você quer recursos mais novos (tabelas STRICT, melhorias no JSON, funções de janela mais robustas), instale uma versão atualizada com o Homebrew:

brew install sqlite

O Homebrew instala o SQLite em seu próprio prefixo e, de propósito, não sobrescreve a versão que já vem no sistema. Se você quer usar a versão do Homebrew como padrão, basta colocá-la no início do seu PATH. Para isso, adicione a linha abaixo no seu ~/.zshrc:

export PATH="/opt/homebrew/opt/sqlite/bin:$PATH"

(Em Macs com Intel, use /usr/local/opt/sqlite/bin.) Recarregue o shell com source ~/.zshrc e confira:

sqlite3 --version

Se a versão ainda aparecer desatualizada, é porque o sqlite3 do sistema está vencendo a disputa pelo PATH — confira se a linha de export está antes de qualquer outra alteração de PATH.

Linux: instale o SQLite pelo gerenciador de pacotes

Praticamente toda distribuição Linux já traz o SQLite nos repositórios oficiais. O comando muda conforme a distro:

# Debian, Ubuntu, Mint
sudo apt update
sudo apt install sqlite3

# Fedora, RHEL, CentOS Stream
sudo dnf install sqlite

# Arch, Manjaro
sudo pacman -S sqlite

# Alpine
sudo apk add sqlite

Em sistemas da família Debian, o pacote se chama sqlite3; na maioria das outras distros, é só sqlite. Em todos os casos, a instalação inclui a ferramenta de linha de comando sqlite3 e a biblioteca compartilhada que outros programas usam para embutir o SQLite.

Se você precisa da versão mais recente e sua distro está atrasada, dá para compilar do código-fonte — baixe o tarball da amalgamation no site sqlite.org e rode ./configure && make && sudo make install. Para 99% dos usuários, a versão do gerenciador de pacotes resolve numa boa.

Como verificar a instalação do SQLite

Independentemente do caminho que você seguiu, a mesma checagem em duas etapas confirma que está tudo funcionando. Primeiro, veja a versão:

sqlite3 --version

Você deve ver um número de versão, uma data e um hash de build. Em seguida, abra o shell do SQLite sem nenhum argumento — isso cria um banco de dados em memória para você brincar:

sqlite3

Você vai cair em um prompt parecido com sqlite>. Digite uma consulta bem simples só pra confirmar que o engine está funcionando de verdade:

Você deve ver de volta a string de versão e a saudação. Para sair do shell, digite .quit e pressione Enter. O ponto no início é importante — é assim que o SQLite diferencia comandos do shell (.quit, .help, .tables) de comandos SQL.

Problemas comuns na instalação

Alguns detalhes costumam pegar quem está instalando o SQLite pela primeira vez:

  • sqlite3: command not found depois de instalar. O binário está em algum lugar do sistema, só que fora do PATH. No Windows, revise a variável de ambiente. No macOS com Homebrew, confira se a linha export PATH=... está no arquivo de configuração do seu shell e abra um terminal novo.
  • Versão errada aparecendo no macOS. O sqlite3 que vem com o sistema fica em /usr/bin/sqlite3 e quase sempre tem prioridade. Rode which sqlite3 para ver qual versão seu shell está pegando. A cópia do Homebrew precisa vir antes no PATH.
  • .quit não funciona. Provavelmente você digitou quit sem o ponto, e o SQLite tenta interpretar isso como SQL. Comandos do shell começam sempre com ..
  • Erros de permissão ao criar o arquivo do banco. O SQLite precisa de permissão de escrita no diretório onde você o executa. Ou faça cd para uma pasta com permissão, ou passe um caminho explícito: sqlite3 ~/mydb.db.

Se sqlite3 --version funciona e você consegue rodar um SELECT, está tudo certo. Todo o restante deste material parte da CLI que você acabou de instalar.

Próximo passo: a CLI do SQLite

Agora que o sqlite3 está no seu PATH, falta aprender a usá-lo de fato. O shell tem um conjunto pequeno de dot-commands (.tables, .schema, .mode, .import) que o transformam num cliente de banco de dados surpreendentemente completo — é exatamente o assunto da próxima página.

Perguntas frequentes

Como instalar o SQLite no Windows?

Baixe o zip do sqlite-tools no site oficial sqlite.org, extraia em uma pasta como C:\sqlite e adicione esse caminho ao PATH do Windows. Depois disso, abra um terminal novo e rode sqlite3 --version para confirmar. Não tem instalador — o SQLite é apenas um executável único.

Como instalar o SQLite no macOS?

O macOS já vem com o sqlite3 de fábrica, então normalmente é só rodar o comando. Para pegar a versão mais recente, use o Homebrew: brew install sqlite. O Homebrew mantém atualizado, mas não substitui a versão do sistema — talvez você precise ajustar o PATH para que a nova venha primeiro.

Como instalar o SQLite no Ubuntu ou em outras distros Linux?

No Debian e no Ubuntu, rode sudo apt install sqlite3. No Fedora, sudo dnf install sqlite. No Arch, sudo pacman -S sqlite. O gerenciador de pacotes já instala tanto o comando sqlite3 quanto a biblioteca compartilhada.

Como saber se o SQLite está instalado?

Abra o terminal e digite sqlite3 --version. Se o SQLite estiver instalado e disponível no PATH, você vai ver o número da versão e a data do build. Se aparecer 'command not found' (ou 'comando não encontrado'), ou ele não está instalado ou o caminho da instalação não está no PATH.

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